"Se a minha alma fechada se pudesse mostrar e o que eu sofro calada se pudesse contar... toda a gente veria quanto sou desgraçada, quanto finjo alegria... quanto choro a cantar...
Que Deus me perdoe, se é crime ou pecado. Mas eu sou assim. E fugindo ao fado, fugia de mim. Cantando dou brado e nada me dói. Se é pois um pecado ter amor ao fado, que Deus me perdoe.
Quando canto não penso no que a vida é de má... nem sequer me pertenço nem o mal se me dá.
Chego a querer a verdade e a sonhar - sonho imenso! - que tudo é felicidade e tristeza não há." (Silva Tavares)