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sexta-feira, 2 de abril de 2010

FELIZ ANO NOVO...


"Primeiro de abriiiiil... passou, você não viiiiiu..." (memórias da minha infância...rsrs!)



Pois é... 1 de abril... pra quem não sabe, o ano novo ja foi comemorado nesta data, que virou Dia da Mentira logo depois da adoção do calendário gregoriano. E hoje, no 90º dia do ano... eis o 1º post de 2010.


Na verdade, não sei bem por onde (re)começar aqui... poderia falar sobre diversos assuntos: meu reveillon vip nas areias de Copacabana, a descoberta de novas questões internas, as tragédias naturais que assolam o mundo, meu reencontro com o sol e o mar, o melhor dos meus últimos carnavais, minha atração por sotaques estrangeiros, a volta às aulas da faculdade, a atração "adolescente" da aluna pelo professor, os ensaios de um novo espetáculo, a turnê pelo Nordeste, novas pessoas chegando na minha vida que ficarão pra sempre, novos elos, saudades antigas, saudades proibidas, a consciência de que alguns amores são eternos... enfim! Muita coisa já aconteceu nesses três meses que passaram por mim. 


Não sei porque não escrevi antes. Preguiça. Tempo escasso. Outras prioridades. 


Comecei a pensar em escrever tudo isso dentro de um ônibus leito, fretado para nossa trupe, no meio da BR-101, chegando a Recife, numa viagem que aguçou meu instinto "gitano" a cada cidade em que passei. Acompanhada  de uma equipe maravilhosa e amigos que viraram uma família, estivemos na estrada por 23 dias, pelo céu e pela terra. BH, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, Campina Grande, Taperoá e João Pessoa. Com o ciclo fechado, volto pra casa hoje, dia 01º de abril. 


Portanto, reativando o blog e aproveitando que hoje é o dia delas, nada melhor do que analisar algumas das mentiras mais contadas na história - dessas que todo mundo já ouviu ou contou um dia.


1) Não é você, sou eu. (mentira... o problema é vc sim!)

2) Mas vc já vai? Tá cedo...! (mentira... se toca e vaza!)

3) Não vai doer nada... (mentira... sem anestesia não rola!)

4) Pode deixar, entraremos em contato. (mentira... é melhor espalhar seu currículo por aí!)

5) Fiquei sem celular. (mentira... desligou pra ter sossego!)

6) Relaxa... não vou fazer nada que você não queira. (mentira... você vai acabar cedendo!)

7) Deixa... é só um pouquinho... (mentira... ninguém aguenta!)

8) Se não funcionar, volta aqui que eu troco. (mentira... camelódromo não dá garantia!)

9) Sairemos às 20h em ponto! (mentira... seja lá o que for, alguém sempre se atrasa!)

10) É a última vez, eu juro! (mentira... principalmente se esta frase estiver relacionada a qualquer tipo de vício!)

11) Contrato pra que? Confia em mim, tenho palavra! (mentira... quando o bicho pega, uma assinatura vale muito!)

12) Favor aguardar: estaremos transferindo a sua ligação. (mentira.. não dá pra confiar em atendimentos automáticos que usam o gerundismo!)

13) Peguei um transito horroroso. (mentira... dormiu e perdeu a hora!)

14) Já tô no elevador. (mentira, nem saiu de casa ainda!)

15) Presente? Ahhhh... não precisava! (mentira... precisava sim!)

16) Alô.. tô no túnel... que? Des-c-pa-piiiiii-não-tô-t-o-vin-do-ghjsjahgyejdhvbckak4#%ahdgafhe... alô... alô... tu tu tu tu tu... (mentira... se arrependeu de ter atendido o celular!)

17) Não fico bisbilhotando o orkut dos outros. (mentira... redes sociais foram feitas para serem bisbilhotadas!)

18) Você poderia me dar um minuto do seu tempo? (mentira... "um minuto" acaba virando 20, no mínimo!)

19) Tampa o nariz e engole, você não vai nem sentir o gosto. (mentira... não tem nariz tampado que anule o gosto ruim de um remédio!)

20) Eu não minto, eu omito. (mentira... um dia vc descobre que pra conseguir omitir, mentir é fundamental!)


Me diverti bastante pensando nessa lista. Às vezes, é claro, algumas delas são reais. Às vezes não dói...  às vezes não somos enganados... às vezes conseguimos trocar uma mercadoria com defeito no camelô... às vezes o sinal do celular está realmente fraco ou o trânsito está intenso... enfim! 


Com tudo isso, termino por aqui com algumas verdades: a vida ta linda. Sim... esse ano é muito melhor do que o que passou. Ainda não tenho nem 1/3 do que quero ter, mas isso não tem a menor importância... há tempos sei que ja sou quem quero ser. E pra concluir... MENTIRAS SINCERAS NÃO ME INTERESSAM. Ponto.


C'est la vie!!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

O TEMPLO DE BASTET...




"Vamos começar
colocando um ponto final ( pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim).

Vamos acordar... hoje tem um sol diferente no céu, gargalhando no seu carrossel, gritando 'nada é tão triste assim!'...

É tudo novo de novo! Vamos nos jogar onde já caímos! Tudo novo de novo! Vamos mergulhar do alto onde subimos!!! Vamos celebrar nossa própria maneira de ser - essa luz que acabou de nascer quando aquela de trás apagou. E vamos terminar inventando uma nova canção, nem que seja uma outra versão pra tentar entender que acabou..."
( Moska)

"Era uma vez..." - não. A partir deste momento, começarei todas as minhas histórias pelo presente... ou como diria o sábio Anitelli: " de ontem em diante serei o que sou no instante agora". Por isso...

...É UMA VEZ!

É uma vez essa tempestade que invade a sala da nova casa. Logo vem a lua cheia no céu, exercendo sua força sobre as marés, os felinos e - como não poderia deixar de ser - sobre mim também.

Ciclos completos e intuição à flor da pele.
Cada vez mais atenta, sinto que estou no lugar certo... na hora certa. Clarividência. Coincidências.

Após três meses, numa terça-feira - 03/03/09 - às 3 da tarde, levanto um vôo bem alto. Algumas horas depois, a imagem de um homem no topo de uma montanha, a esperar por mim de braços abertos. Do aeroporto pra casa, os termômetros da cidade confirmam o calor 30°C. Ao parar, o taxista confirma o valor da corrida, com o desconto prometido pela empresa: " deu trinta e três e trinta e três, moça." ( R$ 33,33!!!!! Ainda bem que tenho uma amiga como testemunha...!)

Faço questão de entrar com o pé direito no meu novo lar... e sou imediatamente recebida pelos representantes de Bastet* nesse templo: Serafim, Dolores e Naomi. Sim... são três.

Tríades à parte, já
posso sentir que serei muito feliz enquanto estiver aqui. Começo a decifrar aos poucos o comportamento dos felinos: a inocência infantil do doce Serafim, o cio enlouquecedor da desconfiada Dolores e a frieza antipática da intocável Naomi. E observando-os, surpreendo-me ao realmente gostar dessa convivência diária.

De fato, me dou muito bem com animais. São sempre uma ótima companhia, mesmo que não entendam muito bem porque estão ali. Da falecida arara "Lala" de Friburgo aos olhos violetas da gata "Ingrid" da Rua dos Oitis. Do vira-lata "Bob" da minha infância à esquila "Maria" da terra do Tio Sam.


Nunca neguei minha preferência pelos cães... talvez por parecerem mais companheiros, menos "egoístas". Aprendem rápido e associam algumas palavras aos limites ou privilégios que eles possam vir a ter. Na verdade, acredito que eles possam suprir melhor a carência humana, qdo parecem retornar o amor que dedicamos ao cuidarmos deles.

Ao mesmo tempo, aprendi a respeitar e entender essa tal individualidade dos gatos.

Naomi, a gata negra, é anti-social ao extremo. Não deixa que ninguém a toque. Não pede carinho. Não mia ( ao menos, nunca vi). Então a deixo no canto dela. De vez em quando ela se aproxima e deita mais perto de mim. E hj ela ficou parada na porta da cozinha me olhando, até que entendi que o que ela queria era que eu servisse seu jantar. Hahahahaha... pois é... psicologia felina... rsrss!

Dolores, como eu disse anteriormente, está no cio. Enlouquecida, rola pelo chão... anda languidamente em direção ao Serafim, com um objetivo explícito em seu caminhar: acasalar. Simples assim. Daí, ela emite grunhidos estranhíssimos e de vez em quando surta, correndo de um lado pro outro da casa, aparentemente sem motivo algum. Tadinha da Dolores... ela só quer "dar" e ficar "de conchinha" depois... só que ela não entende "lhufas" do que tá sentindo!
Observando-a, divirto-me pensando que se o homem veio do macaco, a mulher é apenas uma "gata que pensa"... ( ok, ok... algumas não pensam, eu sei!) Haahahaha...!!! Ai, ai... como é bom ser humana nessas horas... ou não!!! rsrs...

E, por fim... Serafim! Uma criança... deve ter no máximo 5 ou 6 meses e não entende o que Dolores quer. Pra ele é tudo brincadeira. Só que de vez em quando, essa brincadeira fica séria... rsrss... então ele se assusta com a reação produzida pela mocinha "P&B" e fica parado, olhando pra ela, com uma cara de " o que foi que eu te fiz?". Hahahaha... será que daqui a dois meses teremos novos gatinhos por aqui? Esse futuro papai, o pequeno Serafim, é o mais companheiro dos três: me recebe com festa quando chego em casa, me segue, sobe no meu colo... e quando sento pra escrever de madrugada, ele monopoliza o teclado e toma o lugar do "mouse" na mesa.

Pois é... estar aqui, no "Templo de Bastet", me faz querer viver sob um céu mais azul e ter uma vida mais leve. Me faz pensar sobre quem sou eu... e estar mais atenta sobre quem eu quero que esteja ao meu lado enquanto construo meu caminho. Os pré-requisitos básicos para fazer parte dessa "lista vip" são: respeito, confiança e parceria. Ah! Tem que ter bom humor tb... pq " nem só de pão vive o homem", né?

Vou brincar, dançar, cantar... e fazer da minha vida um banquete para ser celebrado com amor, felicidade e prazer!!!!

Diariamente.

_______________________________

* PS: Bastet é a "Deusa gata" de Bubastis ( cidade do Delta do Nilo - Antigo Egito). Deusa da música e da dança, protetora dos gatos, guardiã das casas e defensora dos seus fihos.



terça-feira, 3 de março de 2009

TUDO NOVO DE NOVO



"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.


Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessario, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu pra viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?


Você pode passar muito tempo se perguntando porque isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na sua vida, serem subitamente transformadas em pó.


Mas tal atitude será um desgaste imenso pra todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.


Por isso é tão importante ( por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é manifestação do invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará envenenando e nada mais.


Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data pra começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.


Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e transforme-se em quem é." ( Paulo Coelho)



Espero a chegada da nova era.   

Respiro... enfim.

Não quero mais aquela quimera.

Celebro... por mim.

Leveza. Alvorada. Desejo. Música. Encontro. Alívio. Espelho.

A nova casa. O novo quarto. De novo.

O amanhã a mim pertence... hoje.

Fidelidade. 

Felicidade.

Fim.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cinzas

"Todo dia um ninguém josé acorda já deitado. Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado.  Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia. Toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado de que o dia insiste em nascer... mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo! 
 Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada. Toda bossa é nova e você não liga se é usada. Todo o carnaval tem seu fim... todo o carnaval tem seu fim... e é o fim... e é o fim.
 Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz! 
 Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco? Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco. Toda escolha é feita por quem acorda já deitado. Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado e pinta o estandarte de azul... e põe suas estrelas no azul... pra que mudar? 
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz..." (Marcelo Camelo)
...
...
...
... e exatamente porque não sei por onde começar é que digo: 
- "It's over, baby"!

domingo, 18 de janeiro de 2009

PARA GUARDAR A INFÂNCIA



"Atenção: Compro gavetas,

armários, cômodas e baús.

Preciso guardar minha infância:
os jogos da amarelinha,
os segredos que me contaram
lá no fundo do quintal.

Preciso guardar minhas lembranças:
as viagens que não fiz,
ciranda, cirandinha
e o gosto de aventura
que havia nas manhãs.

Preciso guardar meus talismãs:
o anel que tu me deste,
o amor que tu me tinhas
e as histórias que eu vivi..."

( Roseana Murray)

13 meses e meio... ou 59 semanas... ou 415 dias. Foi esse o tempo em que fiquei longe daqui.

Tempo de encontros valiosos com pessoas que, com certeza, estarão ao meu lado pra sempre. Tempo de descobertas. Tempo de mudanças. Tempo de correr o mundo e de entender como ele gira. Tempo de amar. Tempo de crescer. "Tempo, tempo, tempo, tempo... compositor de destinos..."!!!

Poderia começar esse post citando as mil razões que fizeram com que eu me afastasse, mas prefiro fazer diferente. Prefiro dizer o que me fez voltar... e isso vou fazendo aos poucos.

Em primeiro lugar: descobri que tô com saudade de mim, das minhas memórias e até do que ainda não vivi. Saudade do meu violão. Das minhas canções. Do que me inspira. De quem me inspira.

Em 1987 fui inspirada pela poetisa Roseana Murray. Eu tinha 9 anos e li "Classificados Poéticos", decorando logo em seguida algumas de suas poesias. Não sei bem porque, mas "Para guardar a infância" esteve sempre comigo... e não sai da minha cabeça há semanas!

Coincidentemente hj, ao visitar o blog de uma das pessoas mais queridas do meu coração, fiquei impressionada com a sincronicidade do universo: não é que a poesia que não saía da minha cabeça combinava perfeitamente com a aula do Randy Pausch, mostrada nessa matéria do Fantástico?? Muito obrigada pelo seu último post, amiga!!!!

Pronto. É daqui que eu quero começar.
É assim que eu quero recomeçar.
Feliz.

Seize the Day!!!!!


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* Randy Pausch teve câncer pancreático incurável diagnosticado em setembro de 2006. Sua popular última aula na Universidade Carnegie Mellon, em setembro de 2007, ganhou atenção internacional e foi vista por milhões de pessoas no YouTube. Nela, Pausch fala de viver a vida que sempre sonhou, ao invés de passar seu tempo concentrado em impedir a morte. Ele faleceu em julho de 2008.